24.3.04

posso usar um post desse blog como 98% das pessoas o usam?

assim: vou falar um pouco da minha vida, ok?

tá foda! tá foda! eu tô ficando velho com 24 anos... não que eu esteja velho de idade! sou muito novinho e tenho muita coisa pra viver ainda (a não ser que nada inesperado aconteça). mas enfim, tô velho, com preocupações de velho, jeito de velho, manias de velho...
isso tudo traz agonia. aquela de não saber o que fazer, mesmo quando tudo tá na sua frente.
agonia de não ver perspectivas... mesmo quando tenho 24 anos!
agonia de ter de pagar contas, ter compromissos, de não ter dinheiro, nunca, nunca!
agonia de não conseguir escrever um livro teoricamente fácil! nada feito, nada...
agonia de não ter amigos, nem um! todos somem, todo mundo some...
agonia de pensar que pelos meus problemas, quem vai querer ser amigo pra aguentar isso? já basta as pontas de seus narizes...
agonia de pensar, pensar, pensar...
agonia de não agir, agir, agir...
eu tenho 24 anos e plantei uma árvore quando tinha 7... e nada mais!
que se foda se qalquer um que esteja lendo e pensar: "todo mundo passa por isso".
sim, todo mundo passa e eu tô passando, posso?
posso, obrigado...
vou me silenciado cada vez mais, e sumindo cada vez mais, e me excluindo cada vez mais... e mesmo que eu quisesse, não teria condições de aparecer em lugar nenhum.
assim que eu quis, assim será.
ou eu venho em busca de oportunidades, mas não tenho dinheiro para vive-las, ou vou pro campo, não faço porra nenhuma, mas posso fazer minha plantação e não correr risco de passar fome.

ah, que se foda tudo, vou continuar no meu canto, quietinho, mal-humorado, pensativo e... agoniado.

mensagens de apoio são bem-vindas, mas por favor, seja sincero.

e desculpem pelo ranzinza, mas é o que me resta deste latifúndio...

p.s.: gostaram da barrinha laranja aí ao lado?

12.3.04

enquanto isso...

depois de uma longa jornada madrugada à fora de trabalho, uncle nose, ou tio alê, dormia no quartinho da dispensa, sem nada escutar, roncando muito, abraçado com o rocco amarelo, ou melhor... o pinto gigante de ouro de pelúcia.

A história e as histórias de 7 gatinhos. Digo, 8... não, 9... hmmm, 13?*

(tradução simultânea)

Branca estava pensativa no canto da sala. Seu olhar era enigmático e quase impossível saber quando tal estava feliz, triste, nervosa, calma. Expressão serena e um tanto sombria. Era sempre assim.
No sofá, Siameisão olhava... para o nada. Seu sono era constante e só pensava que aquele conforto do pulguento acento era uma das maiores maravilhas na grande casa sem muito conforto. Não que o apartamento da Glete fosse um chiqueiro, muito pelo contrário. Mas existiam poucas possibilidades de aconchegos já que eram poucos móveis para descanso animal e o quarto do Francisco sempre ficava de portas fechadas, exatamente para que os gatos não entrassem e fizessem a bagunça habitual ou deixassem o colchão cheio de pêlos. Então, sobrava o quarto do casal Bin & Feibous.
De repente, não mais que repente, Careca aparece num pique, correndo afobado da cozinha, batendo em todas as paredes possíveis, numa empolgação infantil – ora, careca tinha uns pouquíssimos anos e era o caçula da família felina -, e, quase sem fôlego, começa a gritar na sala. Ele tinha um plano para entrar no quarto de Francisco, mas pra isso, precisava da ajuda de Branca e Siameisão. Ofegante, Careca tenta falar:

- Miau, ... miau ... miau ... miau ... miau ... miau ... miau ... miau ... miau ... miau ... miau ... !
(Pessoal, ... tenho ... uma ... idéia ... magnifica ... pra ... entrar... no ... quarto ... do ... magrelo... !)

Branca lava as patinhas e confere se a unha está limpa, Siameisão se dá o trabalho de abrir um olho, deitando de barriga pra cima e, de cabeça pra baixo, observar Careca – ele adorava dormir assim. Bin dizia que ele parecia um peixe, daqueles bem grandes, pelo formato e por ser tão gordo. É bem verdade que eles estão cansados de tentar entrar no quarto do barbudinho e serem chutados logo em seguida, portanto, não acreditam que mais uma idéia “magnifica” possa surgir. Mas Careca insiste:

- Miau, ... miau miau!
(Sério, ... prestem atenção!)

Os outros dois olham, com certo descaso, e Careca continua:

- Miau miau miau miau: Miau miau miau miau miau miau miau miau miau, miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau. miau miau, miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau, miau miau miau miau! Miau...(A idéia é essa: A fechadura do quarto do magricelo é muito ruim, fácil de abrir e o cara é um puta folgado que está aqui há 1 ano e nada fez pra arrumar. Aproveitando isso, tem-se a favor que ele foi viajar e pelo que ouví, voltam daqui 5 dias! Então...)

- Miau miau miau?, pergunta o sedentário gatão.
(Então o quê?)

- Miau miau miau, miau miau miau miau, miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau, miau miau, miau miau. Miau, miau miau miau miau miau miau miau miau, miau miau miau miau miau miau, miau miau miau.
(Então que se, a gente fizesse pézinho, o Siameisão que é mais forte faz pésinho pra branca, e aí, subo nela. Assim, abro a porta tranquilamente e depois que entrarmos, seguiremos o mesmo procedimento pra fechar, com muito cuidado.)

- Miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau!, Complementa Branca, com ar de sarcasmo.
(Mas aí o Bin vai querer entrar no quarto pra pegar o roupão rosa que ele tanto gosta!)

- Miau! – complementa Careca -, miau miau miau miau miau! Miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau, miau, miau miau miau miau miau, miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau.
(Sim, mas aí é que está! O Siameisão gosta de dormir no chão geladinho pra esfriar a pança, então, ele dorme atrás da porta, segurando com seu peso e ainda aproveita pra tomar um arzinho que vem da fresta de baixo.)

Siameisão gosta da idéia e Branca acha que é possível. Ela nunca entregaria os pontos, mesmo que achasse a idéia brilhante, e claro, nunca mudaria de expressão, mas topou.
Assim que Bin & Feibous saíram para seu programa noturno de cinema, os três esperaram a garantia de que ninguém voltava e foram ao trabalho. Primeiro Siameisão, em passos clássicos, quase um Fred Astaire obeso, segue até a porta. Devagarinho, Branca vai atrás e num olhar, sobe no gordão. Fazendo pézinho para ela e, em posição, a base gorda faz um aceno para Careca que, na sua afobação habitue, venha correndo, suba nos dois e abra a porta.
Feito! Estavam dentro do paraíso. Tinham cama, travesseiro, cesta de revista quentinha para dormir e o principal: Prateleiras! Eles adoravam brincar nas prateleiras. Assim que entraram, os olhinhos dos 3 brilharam, como num desenho animado japonês. Fecharam a porta e, num súbito de loucura, começaram a brincar de pega-pega pelo quarto. Era a alegria no êxtase da gataiada. Eles dominaram o território inimigo e poderiam fazer o que quiser!
Só que a brincadeira durou pouco. Enquanto estavam brincando no colchão e no chão, tudo bem. Porém, Careca - sempre ele, o desastre em gato -, resolveu subir na prateleira mais alta, que ficava em cima de outra e ambas, cheias de livros. A parede do apartamento da Glete era frágil e Branca e Siameisão já haviam percebido esse defeito, mas era tarde... nem deu tempo de Branca completar seu “MIA... u!” (NÃ... o!). Caiu uma prateleira, caíram duas prateleiras. O rombo estava feito na parede de areia do quarto e Careca, criança assustada no chão, apenas repetia: “Miau miau miau! Miau miau miau!” (Eu não sabia! Eu não sabia!).
Na hora Siameisão com sua voz de controle da situação, manda todos saírem do quarto e deixar do jeito que está.

- Miau miau miau, miau, miau miau miau! Miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau...
(Você é foda, Careca, você é foda! Ainda bem que ninguém viu e ninguém sabe o que aconteceu naquele quarto...)

Ou melhor, quase ninguém viu...
Quando os 3 idiotas entraram no quarto, não fecharam a porta direito e com um vento ela abriu, porém com a bagunça não perceberam. Mas, com tamanho barulho mal eles poderiam imaginar que um gato estava em um canto escuro, apenas observando, escondendo sua face assustadora, zarolho, faltando os dentes da frente, sem um pedaço da boca e manco. Gato esse que poderia mudar todo o rumo da história...

Continua...

*plagiado da Letícia porque eu gostei MUITO dessa frase!

3.3.04

o dia que uma kit virou uma piscina de plástico de 2000 litros.


20 litros d´água estraçalhadas no seu apertamento, em uma área de 5mx5m não é mole não!
e pior: não sei nadar!
prejuízo: menos um galão de água, paredes, fogão, geladeira, talheres e pratos molhados, um tapete encharcado e fedido por alguns dias e uma certa dose de paciência perdida.

***

vou criar coragem pra colocar os novíssimos textos sobre gatos. são grandes... alguém se dispõe a ler? hey! tem alguém aí?

13.2.04

alergia...

essa que me toma o corpo...
coça, muito.
meus braços, minhas pernas, minha bunda... tudo coça.

febre, de vez em quando.
febre e alergia que tomam o corpo.
o corpo que é tomado por você.

eu odeio alergia.
eu amo você.

assim como adoro a gordura.
epa! vai ver esse é o motivo da alergia: a gordura!
então amo a alergia, assim como amo você.
ficou melhor assim?

não desejo alergias para ninguém, mas essa, em especial, eu desejo até a sua morte!

4.2.04

a insustentável leveza do ser.

ela...
suave...
anda flutuando,
suas pernas parecem asas de um belo pássaro que batem, no seu feliz silêncio, o ar que o guia pelas correntes vetoriais.
nada te impede,
nada é obstáculo.

ela...
sua fluidez por entre as pessoas
o sorriso estampado
a vida tudo lhe dará,
o bem.
o mundo é seu,
o poder,
a beleza,
a palavra,
a glória,
o sol, a lua, as estrelas...

ela...
nada te impede,
nada é obstá... jhsgadjfgasjkyvcbyecyseh ... !

quase nada... havia uma pedra no meio do caminho.
a plástica no nariz vai ficar cara.

2.2.04

fora da nova ordem...

hmmm.
nariz...

sabe, chega a ser engraçado, mas tenho uma tara por nariz. não que eles precisem ser grandes, ou pequenos, feios, ou bonitos, pontudos, ou pra baixo, gordinhos, ou fininhos... é uma química. o nariz deve ser estranho, e me encantar... aquela primeira visão. não existe um pré-requisito estabelecido. portanto se você acha que tem um nariz estranho, ponto pra você (pela minha tabela de valorização feminina, claro).
oras, alguns gostam de pés... eu odeio pés! (isso será discutido brevemente).
não tem muito o que dizer.
a questão é a sensualidade e as maneiras como podem ser utilizadas o nariz.
não cabe à mim descrever o como e por quê.
cada uma que cuide do seu nariz. e que cuide bem para que seja agradável de se apreciar.

*volta às aulas. saudades dos meus amigos de duinha. saudades de ver o joão que deve estar com o meu peso (58kg, por favor). saudades do ricardo, que deve estar feliz e triste por seu palmeirinha estar jogando razoavelmente bem, mesmo perdendo do marília e empantando com santos, com o jogo na mão!
*e dá-lhe luís fabiano.

5.12.03

quão tênue da vida para morte

de segunda a segunda.
pelo menos até segunda que vem minha vida vai estar num montante de preocupações que vieram e que virão.
perder um bicho de estimação. tão doloroso como um ente querido.
não gosto de pensar que posso perder um velho companheiro... mas penso.
penso e isso corrói, dói.
quero pensar que vou ao estádio com ele, dia 25 de janeiro, ver o Taubaté jogar na 2º divisão, depois de muitos anos na 3º.
quero pensar que poderei jogar laranjas no bandeirinha, ouvir jogo pelo radinho e voltar xingando o time todo o percurso estádio-casa.
quero vê-lo sentar na rede, pegar seu cigarro, olhar distante e continuar ouvindo seu radinho, ligado à todo vapor.
quero percebe-lo pelo seu mau-humor aparente, apenas aparente, das brincadeiras que ninguém entende e eu herdei.
quero presenciar seu sorriso, mesmo de canto de boca, pra ninguém perceber que o faz.
quero continuar ganhando meu dinheirinho do guaraná, mesmo que com esse dinheiro eu possa comprar uns dez guaranás.
quero saborear o bacalhau de páscoa, aquele que há 23 anosele elabora e me faz um homem muito feliz - mesmo quando não estou -, quando posso repetir por três vezes.
quero ele por perto, mesmo estando longe.
fica bem, velhinho, fica bem...

3.12.03

A difícil tarefa de criar

Já ouvi diversar vezes a frase: "Nada se cria, tudo se copia". Isso nos leva a um certo conformismo. Com isso, o cantor fala: - Para quê compor se posso regravar Emoções de Roberto Carlos? O dramaturgo pensa: Vou readaptar Romeu e Julieta de Shakespeare. Ou então usar a velha chanchada.
E assim vai. Vira essa mesmice. O fato é que, o ofício da criação não é nada fácil. Quem não ouviu alguém mais velho, em tom de sermão, dizer: por filho no mundo é fácil, o difícil é criar.
Até Deus encontrou dificuldade no processo da criação. Levou seis dias e no sétimo, exausto, descansou. Na verdade, se fosse simples, Ele com todo seu poder e supremacia poderia muito bem ter feito tudo isso aqui em apenas 24 horas. Ou, quem sabe, em alguns minutos. Outro exemplo, para não pensarem que meu objetivo é catequisar. Geralmente quando um time de futebol vai mal, a crítica, tanto da imprensa quanto dos torcedores, diz logo que o ataque não funciona porque está faltando criatividade: - Com três volantes não dá. Está faltando um meia de criação.
Outra coisa. Alguém já viu um gato, cachorro ou qualquer outro ser dando cria? É assustador. Ainda bem que não precisarei passar por isso. Dar cria nesse sentido é muuiito complicado.
E assim o mundo vai girando e aos poucos as coisas vão acontecendo. Em todo esse cenário, já estou sentado nesta velha escrivaninha da minha casa por alguns minutos tentando escrever algo criativo. Já comi até sopa de letrinhas para ver se ajuda. Se não consegui leitor, por favor, seja compreesível. Pelo menos tentei. E nos dias de hoje isso já é um grande passo.

1.12.03

sabe de uma coisa:

eu gosto da combinação laranja+preto.
assim como gosto de laranja+azul.
mas devo admitir que é um tanto homossexual.
não que tenha algo contra homossexuais.
mas eu não sou homossexual.
apesar de acharem que eu sou homossexual.
não todos, mas alguns.
chega a ser engraçado: o negócio é ser macho pra caraleo, dar porrada, pose de poderosão e tudo mais.
se não for isso... homossexual.
deixa o laranja+preto mesmo, assim evito problemas com outros e com meus amigos de blog, de aula, de duinha.

by the way: vejam a gente: duinha.

3.10.03

tomando uma duinha.
somos 3, dentro de um espaço onde tudo pode acontecer mas merda nenhuma vai pra frente.
espaço de ilusões (menos, paulo).
espaço de brigas (vai, paulo).
espaço para cafés e imitações.
espaço para paqueras, sem maldades.
espaço para soninhas e gordinhas.
espaço para largar o comunismo.
espaço para quem vai casar.
espaço para amigos.
espaço para jornalismo.
espaço para risadas.
tomando uma duinha ... é bem melhor.